O BTG Pactual divulgou nesta sexta-feira (2) a sua carteira recomendada de fundos imobiliários (FIIs) para janeiro. A primeira atualização de 2026 conta com ajustes na composição e manutenção do foco em ativos com geração recorrente de renda.
Segundo o banco, a estratégia segue alinhada a um ambiente de juros elevados e maior seletividade por parte dos investidores, o que reforça a preferência por fundos com receitas previsíveis e estruturas de risco mais conhecidas.
Em relatório, o BTG afirmou que ampliará a sua exposição nos fundos de tijolo gradualmente. O banco manteve exposição a galpões logísticos, escritórios e ativos ligados ao varejo. BTLG11 lidera esse grupo, com 13% da carteira, seguido por TRXF11 e BRCO11.
“Nossa estratégia para 2026 será aumentar gradualmente a exposição aos fundos de tijolo, evitando movimentos abruptos. Por se tratar de um ano eleitoral, podem surgir janelas oportunísticas para entrada a preços mais atrativos”, apontam os analistas Daniel Marinelli e Matheus Oliveira.
Esses fundos geram receita principalmente por meio de contratos de aluguel, geralmente reajustados por índices de inflação.
“A alocação será feita de forma progressiva, com foco na qualidade dos ativos, localização consolidada e previsibilidade do fluxo de caixa”, completam.
A carteira mantém peso relevante em fundos de papel, que investem principalmente em Certificados de Recebíveis Imobiliários (CRIs). Esses títulos são lastreados em créditos do setor imobiliário e, em geral, têm remuneração atrelada ao CDI ou à inflação.
Entre os maiores pesos estão KNCR11 e KNIP11, ambos com participação de 12,5%, além de RBRY11 e MCCI11. O objetivo é capturar rendimentos enquanto os juros permanecem em patamar elevado.
Confira abaixo a atual exposição por setores:
Para 2026, o BTG avalia que o desempenho dos FIIs continuará condicionado à trajetória da política monetária. Uma eventual redução mais consistente da taxa básica de juros tende a beneficiar os fundos imobiliários, especialmente os mais sensíveis à curva de juros.
Até que esse movimento se consolide, o banco indica uma postura mais defensiva, com atenção à qualidade do crédito, liquidez dos ativos e capacidade de geração de caixa dos fundos.
| Ticker | Participação | P/VP | DY¹ |
|---|---|---|---|
| BTLG11 | 13% | 0,99x | 9,2% |
| KNCR11 | 12,5% | 1,05x | 14,5% |
| KNIP11 | 12,5% | 0,98x | 9,3% |
| RBRY11 | 9% | 0,98x | 15,3% |
| RBRR11 | 7,5% | 0,94x | 11,0% |
| TRXF11 | 7% | 0,96x | 12,2% |
| BTCI11 | 6% | 0,93x | 12,3% |
| MCCI11 | 5,5% | 0,98x | 13,1% |
| VILG11 | 4,5% | 0,88x | 8,9% |
| BRCO11 | 4,5% | 1,00x | 8,9% |
| HSML11 | 4% | 0,89x | 9,1% |
| BRCR11 | 3,5% | 0,53x | 10,7% |
| PVBI11 | 3,5% | 0,76x | 6,6% |
| GZIT11 | 2,5% | 0,51x | 20,1% |
| HGRU11 | 2% | 0,98x | 13,8% |
| BTHF11 | 1,5% | 0,90x | 12,2% |
| HGBS11 | 1% | 0,98x | 9,0% |
| Total | 100% | 0,94x | 11,5% |
O post BTG Pactual apostará em fundos de tijolo em 2026, mirando qualidade de ativos apareceu primeiro em Monitor do Mercado.


