A PANews reportou no dia 27 de março, citando o Financial Times, que os EAU indicaram aos seus aliados a sua vontade de participar numa força-tarefa marítima multinacional destinada a reabrir o Estreito de Ormuz e estão a fazer pressão para uma coligação para garantir a retomada da navegação nesta via marítima vital do Golfo. Fontes familiarizadas com o assunto revelaram que os EAU informaram os EUA e outros países ocidentais da sua participação, e Abu Dhabi irá mobilizar a sua marinha. Existe um consenso crescente entre alguns estados do Golfo e dentro da administração Trump de que não há forma fácil de reabrir o estreito sem escolta naval.
Os Emirados Árabes Unidos, possuindo uma marinha relativamente pequena mas moderna, estão a tentar pressionar para a formação de uma "Força de Segurança de Ormuz" por dezenas de países para proteger o Estreito de Ormuz de ataques iranianos e escoltar o transporte marítimo. Duas fontes familiarizadas com o assunto disseram que o Bahrein é o único outro estado do Golfo a apoiar o plano, e os EAU esperam obter apoio da Arábia Saudita e outros parceiros internacionais. Os estados do Golfo, incluindo a Arábia Saudita, encontram-se num dilema: querem que Trump inflija mais danos ao Irão, mas também apelam ao fim da guerra através de negociações. Também temem uma potencial retirada abrupta dos EUA, deixando para trás um regime ferido e mais radical.