A primeira-dama Janja Lula da Silva abriu nesta 4ª feira (4.fev.2026) a cerimônia de lançamento do Pacto Nacional Brasil de Enfrentamento ao Feminicídio, no Palácio do Planalto. Uma das responsáveis pela articulação do projeto, centrou o discurso na dor das vítimas e na cobrança de responsabilidade dos homens no combate à violência contra mulheres.
Janja iniciou sua fala lendo a história de uma mulher que sobreviveu à violência doméstica. Disse que o relato poderia ser o de “qualquer mulher” presente e afirmou que milhões de brasileiras vivem sob ameaça cotidiana.
“A minha angústia é a angústia de milhões de brasileiras”, disse, ao lembrar do apoio do presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT). Segundo Janja, quando o chefe do Executivo afirma que vai “dar a mão” a ela, está estendendo essa proteção a todas as mulheres.
Enquanto a primeira-dama discursava, um telão exibia nome e idade de mulheres vítimas de feminicídio. Janja citou diversos casos ao longo da fala e classificou como inaceitável a banalização da violência extrema contra mulheres. Na sequência, a cerimônia teve a apresentação da cantora Larissa Luz, que interpretou “Maria da Vila Matilde”, de Elza Soares. A artista se tornou símbolo de resistência após relatar episódios de violência doméstica sofridos ao longo da vida.
Integrantes do governo relatam que Lula passou a adotar um discurso mais enfático contra o feminicídio depois de pedidos diretos de Janja para que o tema ganhasse centralidade na agenda presidencial. Em seu discurso nesta 4ª feira (4.fev), a ministra de Relações Institucionais, Gleisi Hoffmann (PT), também reconheceu o papel da primeira-dama no avanço da pauta.
Em dezembro de 2025, o presidente chegou a afirmar que assumiu uma atitude “mais dura” no enfrentamento à violência contra mulheres depois de ver Janja chorando por causa de mais um caso de feminicídio.
“Eu acordei domingo para tomar café e no café a Janja começou a chorar. Ontem, ela voltou a chorar. E hoje, no avião, ela pediu pra mim: ‘Ô Lula, assuma a responsabilidade de uma luta mais dura contra a violência do homem contra a mulher no planeta Terra’”, afirmou em discurso na cerimônia de integração logística e operacional entre o Porto de Suape e a RNEST (Refinaria Abreu e Lima).
O pacto lançado no Planalto estabelece atuação conjunta do Executivo, Legislativo e Judiciário, com ações de prevenção, proteção às vítimas, responsabilização de agressores e fortalecimento de políticas públicas. Lula já declarou que o enfrentamento ao feminicídio “também é tarefa dos homens” e cobrou envolvimento ativo de ministros no tema.
Participaram da cerimônia ministros, congressistas e autoridades dos Três Poderes, entre eles:


