O presidente de Israel, Isaac Herzog, afirmou que “espera e reza” por uma mudança estrutural no Irã e considera que o regime do aiatolá Ali Khamenei, líder supremo do Irã, “vive um momento de grande fragilidade”. As declarações foram feitas durante painel no Fórum Econômico Mundial em Davos (Suíça), mediado pelo jornalista Fareed Zakaria, nesta 5ª feira (22.jan.2026).
“O povo iraniano está sofrendo tremendamente. Há escassez de comida, de água e de outras necessidades básicas. O horizonte para o povo iraniano só pode ser de mudança de regime. Está claro para mim que o regime do aiatolá vive um momento de grande fragilidade”, afirmou.
Herzog disse durante o painel que há uma “grande hipocrisia” em quem defende a Palestina e critica o governo de Israel.
“Onde estão todos aqueles que nos atacaram por nos defendermos? Onde está Susan Sarandon? Onde está Cynthia Nixon? Por que não os vemos se manifestando em frente às embaixadas do Irã ou nas cidades ao redor do mundo dizendo: ‘nós apoiamos o povo iraniano’? Isso mostra a grande hipocrisia que nos circunda”, declarou.
As atrizes Susan Sarandon, 78 anos, e Cynthia Nixon, 59 anos, têm sido duas das vozes críticas à atuação do governo israelense em Gaza e se manifestam publicamente a favor dos palestinos.
Em relação à Gaza, Herzog elogiou o “incrível esforço diplomático” liderado pelo presidente dos Estados Unidos, Donald Trump (Partido Republicano), e o plano de 20 pontos, que inclui a constituição de um governo tecnocrata e civil para a administração do território.
“O teste mais importante deverá ser o Hamas, como um grupo militar, deixar Gaza. Esse é o grande teste dessa passagem da fase 1 para a fase 2 do plano”, afirmou Herzog, em referência às etapas do plano de paz para encerrar a guerra em Gaza.
A 2ª fase compreende a formação de um Conselho de Paz presidido por Trump, que tem como principais objetivos o desarmamento do Hamas, a reconstrução do enclave e o estabelecimento de um governo civil pós-guerra.
O cessar-fogo entre Israel e Gaza entrou em vigor em outubro de 2025, mas ambos os lados continuaram a trocar acusações de violações da trégua.
“Não estamos em uma situação de impasse, mas de um processo gradual”, afirmou. “A próxima fase consiste em um esforço internacional e é preciso dar uma oportunidade. E o que eu gosto particularmente [no plano] é que é uma ideia fora da caixa”.
Herzog reforçou o argumento de que é preciso esperar para ver os resultados desse esforço internacional, que está acontecendo nesse exato momento. Sem dar detalhes, acrescentou, no entanto, que Israel não vai esperar para sempre que o Hamas esteja fora do território.
“Ninguém está disposto a ir lutar em Gaza com exceção do nosso Exército, nossos soldados, nossos filhos e filhas. Está claro que há um prazo do quanto podemos esperar e procrastinar para garantir que os terroristas estejam fora. Mas, no meio-tempo, há um grande esforço e isso está sendo discutido”, declarou.
Os protestos no Irã tiveram início em 28 de dezembro de 2025. São motivados pela situação econômica do país, com desvalorização acentuada da moeda, inflação a 42,2% (dados de dezembro de 2025) e aumento dos preços de bens essenciais. Comerciantes e trabalhadores foram às ruas para exigir um alívio econômico.
Mais pessoas se juntaram à manifestação. Reivindicam reformas políticas e do sistema judiciário, mais liberdade e criticam o governo do aiatolá Ali Khamenei, líder supremo do Irã. O Irã reagiu. De acordo com informações da Hrana (Human Rights Activists News Agency), agentes usaram armas de fogo e gás lacrimogêneo para reprimir as manifestações. O acesso à internet foi cortado em 9 de janeiro.
A SpaceX, de Elon Musk, passou a oferecer acesso à internet via satélite no Irã.
Khamenei chama os manifestantes de “sabotadores”.
Veja imagens dos protestos no Irã (1min19s):



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