Nota de dólar em destaque durante sessão de baixa da moeda norte-americana frente ao real no fechamento do ano
Na quarta-feira (21), o dólar comercial fechou com variação de -1,0%, valendo R$5,3201, após ter começado o dia cotado a R$5,3759.
O dólar iniciou nesta quinta-feira (22) cotado a R$5,3193.
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Na quarta-feira (21), o dólar comercial fechou com variação de -1,1%, valendo R$5,3190, após ter começado o dia cotado a R$5,3796.
O noticiário desta quinta-feira concentra atenções em política monetária, geopolítica e desempenho dos mercados globais, com reflexos diretos sobre ativos brasileiros. Discursos, indicadores-chave e tensões internacionais moldam o humor dos investidores.
Nos Estados Unidos, dados de atividade e inflação dividem espaço com falas de Donald Trump no Fórum de Davos. Na Europa, negociações sensíveis seguem no radar.
No Brasil, o foco recai sobre arrecadação federal e a reação do mercado após um rali recente, com sinais mistos vindos de commodities e bolsas.
Donald Trump volta a discursar em Davos, mantendo elevada a atenção do mercado em torno de sua agenda econômica e geopolítica. Suas declarações têm potencial de influenciar expectativas globais.
A agenda econômica dos EUA traz o PIB preliminar do terceiro trimestre de 2025 e o PCE, principal métrica de inflação acompanhada pelo Fed. Os dados são centrais para calibrar apostas sobre juros.
Resultados acima do esperado no PIB ou sinais de inflação mais resiliente no PCE podem reforçar a percepção de juros elevados por mais tempo, pressionando ativos de risco e moedas emergentes.
Trump participou da assinatura do Conselho de Paz, iniciativa voltada à mediação de conflitos globais, em cooperação com a ONU. O tema adiciona ruído ao ambiente internacional.
As negociações envolvendo Groenlândia, segurança, defesa e minerais seguem em andamento entre EUA e Europa, alternando expectativas entre avanço e ceticismo. Tarifas previstas para fevereiro foram canceladas.
Na Europa, as bolsas avançam com continuidade do movimento positivo da véspera, refletindo alívio parcial nas tensões e expectativas mais construtivas.
Futuros de Nova York operam em alta antes dos dados de PIB e inflação, fundamentais para a trajetória dos juros americanos. O ambiente segue sensível a surpresas macroeconômicas.
O petróleo recua mais de 1%, pressionado por fatores de oferta e pela leitura mais cautelosa da demanda global. O movimento impacta moedas e ações ligadas a commodities.
A queda do petróleo tende a aliviar pressões inflacionárias, mas reduz o suporte para ativos de países exportadores, reforçando um viés mais seletivo nos mercados globais.
Os ativos brasileiros tendem a se beneficiar do bom humor externo, após o rali recente. O Ibovespa fechou em alta de 3,3% na quarta-feira, a maior alta diária desde abril de 2023, acima dos 171 mil pontos.
No exterior, ADRs de Petrobras e Vale recuam no pré-mercado, sugerindo que a dinâmica das commodities pode limitar ganhos adicionais da Bolsa local.
A performance mais fraca das commodities metálicas e energéticas indica um dia de maior rotação setorial na B3, com menor tração para papéis ligados ao ciclo global.
A arrecadação federal de dezembro entra no radar como um dos principais dados domésticos do dia, em um momento de maior sensibilidade do mercado ao tema fiscal.
As expectativas apontam para um resultado elevado na comparação mensal e anual, sustentado principalmente pelo desempenho do IOF e por receitas associadas à atividade econômica.
Um número forte tende a reforçar a leitura de melhora de curto prazo das contas públicas, reduzindo pressões sobre a curva de juros e contribuindo para um ambiente mais favorável aos ativos locais.


