Associação projeta avanço moderado, com juros elevados, exportações firmes e início da produção de elétricos no paísAssociação projeta avanço moderado, com juros elevados, exportações firmes e início da produção de elétricos no país

Produção de veículos no Brasil deve crescer 3,7% em 2026, diz Anfavea

2026/01/15 21:49

A produção de veículos no Brasil deve crescer 3,7% em 2026, alcançando 2,741 milhões de unidades, segundo projeção divulgada nesta 5ª feira (15.jan.2026) pela Anfavea (Associação Nacional dos Fabricantes de Veículos Automotores). Leia a íntegra da estimativa da associação (PDF – 222 kB).

O avanço esperado dá continuidade à recuperação do setor, mas em ritmo mais moderado diante de um cenário econômico ainda desafiador, segundo o presidente da Anfavea, Igor Calvet. 

Em 2025, as montadoras produziram 2,644 milhões de veículos, alta de 3,5% em relação a 2024. O resultado foi impulsionado principalmente pelas exportações, que cresceram 32,1%, refletindo maior demanda externa, especialmente da Argentina.

Para 2026, a Anfavea avalia que o crescimento será concentrado nos veículos leves, cuja produção deve subir 3,8%. Já a fabricação de caminhões e ônibus tende a avançar apenas 1,4%, somando 154 mil unidades, ainda impactada pelo custo elevado do crédito.

No mercado interno, os emplacamentos totalizaram 2,69 milhões de veículos em 2025, alta de 2,1%, marcando o terceiro ano consecutivo de crescimento. Apesar do avanço, o volume ainda ficou cerca de 100 mil unidades abaixo do patamar registrado em 2019, antes da pandemia. O segmento de caminhões foi o mais afetado pela taxa Selic elevada, com queda de 9,2% nas vendas, chegando a 20,5% nos modelos pesados.

“O patamar elevado da taxa de juros e a persistência das tensões geopolíticas limitaram uma recuperação mais forte em 2025 e continuam presentes no início de 2026”, afirmou Calvet.

O fluxo comercial do setor também apresentou expansão. As exportações devem crescer 1,3% em 2026, totalizando 536 mil veículos, enquanto as importações avançaram 6,6% em 2025, impulsionadas principalmente por veículos oriundos da China, que respondeu por 37,6% dos modelos importados vendidos no país.

Segundo a Anfavea, a tendência é de redução na entrada de veículos eletrificados importados ao longo de 2026, com o início da produção nacional de carros híbridos e elétricos, o fim de incentivos para importação de kits SKD e CKD e a recomposição do Imposto de Importação prevista para julho.

Isenção de responsabilidade: Os artigos republicados neste site são provenientes de plataformas públicas e são fornecidos apenas para fins informativos. Eles não refletem necessariamente a opinião da MEXC. Todos os direitos permanecem com os autores originais. Se você acredita que algum conteúdo infringe direitos de terceiros, entre em contato pelo e-mail service@support.mexc.com para solicitar a remoção. A MEXC não oferece garantias quanto à precisão, integridade ou atualidade das informações e não se responsabiliza por quaisquer ações tomadas com base no conteúdo fornecido. O conteúdo não constitui aconselhamento financeiro, jurídico ou profissional, nem deve ser considerado uma recomendação ou endosso por parte da MEXC.