A Associação Nacional dos Fabricantes de Veículos Automotores (Anfavea) projetou, nesta quinta-feira (15), um crescimento de 3,7% na produção de veículos no Brasil em 2026. Se a projeção se confirmar, o país encerrará o ano com cerca de 2,74 milhões de unidades produzidas.
Para Igor Calvet, presidente da entidade, a projeção considera uma visão de cautelosa diante da expectativa de menor contribuição da agropecuária para o crescimento econômico.
Outro ponto considerado é a política monetária. Eventuais cortes na taxa básica de juros (Selic) esperados até março só devem produzir efeitos concretos na atividade econômica após um período de seis a nove meses.
Mesmo com a desaceleração, a associação projeta resiliência do crédito. A avaliação é de que a expansão da renda e o nível baixo de desemprego devem ajudar a sustentar a demanda por veículos no país.
As vendas de veículos zero quilômetro em 2026 devem crescer 2,7%, segundo a Anfavea. Com isso, o mercado interno pode alcançar 2,76 milhões de unidades comercializadas no ano.
As exportações, por sua vez, devem apresentar avanço mais moderado, de 1,3%, totalizando cerca de 536 mil veículos embarcados.
A entidade informou que as projeções serão revisadas trimestralmente, segundo a evolução do cenário econômico.
Entre os fatores de sustentação dos volumes, a Anfavea cita os descontos no Imposto sobre Produtos Industrializados (IPI) para modelos de entrada, dentro do programa Carro Sustentável.
Outro ponto destacado é a linha de crédito de R$ 10 bilhões lançada pelo governo para estimular o mercado de caminhões. A medida pode ter impacto relevante sobre a produção de veículos pesados, segmento sensível ao nível de atividade econômica.
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