A Eneva fez barba, cabelo e bigode. A companhia controlada pelo BTG Pactual foi a principal vencedora do leilão de capacidade de energia realizado hoje pelo GovA Eneva fez barba, cabelo e bigode. A companhia controlada pelo BTG Pactual foi a principal vencedora do leilão de capacidade de energia realizado hoje pelo Gov

Eneva leva tudo que pediu em leilão histórico para o setor elétrico

2026/03/19 08:18
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A Eneva fez barba, cabelo e bigode.

A companhia controlada pelo BTG Pactual foi a principal vencedora do leilão de capacidade de energia realizado hoje pelo Governo, viabilizando projetos termelétricos que lhe exigirão R$ 18 bilhões em investimentos até 2031. 

A empresa respondeu por 27% do volume contratado na licitação, que também teve como vencedores grupos como Petrobras, Âmbar Energia, da J&F Investimentos, Copel e AXIA Energia. 

A ação da Eneva fechou em alta de 15%, a R$ 24,34, refletindo a divulgação de resultados preliminares do leilão durante do pregão.

Embora todos os novos projetos da empresa sejam para usinas que importarão gás natural liquefeito (GNL), a guerra no Oriente Médio não muda os planos da empresa (a região é um pólo de produção e exportação do combustível.) 

“Não é uma preocupação para nossos projetos. É uma situação que acreditamos que é momentânea. E hoje o GNL que contratamos vem todo dos Estados Unidos, apesar de ser com uma empresa do Catar, porque eles têm presença global,” o CFO Marcelo Habibe disse ao Brazil Journal

“Nossos projetos novos são para entre 2028 e 2031. Até lá, não só a situação já deve estar resolvida, como vamos ver uma quantidade muito grande de GNL adicional no mundo vindo de projetos que já tiveram tomada decisão de investimento.”

A Eneva garantiu contratos para 3,6 gigawatts em nova capacidade. Os projetos serão construídos em hubs em Sergipe (1,3 GW), Ceará (1,2 GW) e numa localização ainda a ser definida no Sudeste (1,15 GW). (Prefeitos, correi!)

A companhia também conseguiu novos contratos para 1,7 GW em termelétricas já operacionais no Espírito Santo, no Complexo Parnaíba, no Maranhão, e para suas usinas a carvão no Ceará e Maranhão. 

“Na recontratação garantimos R$ 3 bilhões por ano em receita fixa por mais 10 anos. E nos projetos novos, R$ 8,7 bi/ano em receita fixa por 15 anos,” disse o CFO. “Temos hoje 5,6 GW contratados. Agora saltamos para 10 GW.” 

Segundo Habibe, será possível tocar os investimentos necessários com a geração de caixa e financiamentos, sem recorrer a novas emissões de ações, por exemplo. 

Um dos trunfos para o resultado da Eneva foi a contratação antecipada de equipamentos, em meio a uma grande demanda global de projetos a gás que gerou escassez no mercado.

“Tomamos a decisão de comprar as turbinas em novembro de 2024. Não tinha nem leilão previsto. Tínhamos expectativa de que seria em 2025,” disse Habibe. 

“Não à toa ganhamos um percentual relevante dos projetos. Compramos as turbinas antes desse boom de preços. Tínhamos a certeza de que haveria a necessidade do leilão.” 

Além da vitória de hoje, a Eneva já vê novas oportunidades à frente. Habibe disse que estudos técnicos mostram que o Governo ainda precisará contratar mais cerca de 40 GW até 2035 para atender a demanda de capacidade estimada para evitar riscos ao sistema elétrico.  

“Estamos plantando um ciclo de crescimento e uma semente para novos leilões. Com esses novos hubs, no Sudeste e no Ceará, abrimos novas avenidas para expansão nos próximos leilões,” disse o CFO.  

A licitação de hoje contratou térmicas e projetos de expansão de hidrelétricas para garantir energia principalmente no começo da noite – quando a demanda cresce com as pessoas chegando em casa, ao mesmo tempo em que a geração solar sai do sistema. 

O volume total, de cerca de 19 GW, foi o maior já registrado em um leilão de geração de energia no Brasil. O recorde até então era da licitação da megausina de Belo Monte, em 2010.

Os empreendimentos deverão exigir um capex total de R$ 64,5 bilhões, segundo dados da Câmara de Comercialização de Energia Elétrica (CCEE). 

O segundo maior vencedor do leilão foi a Petrobras, que obteve contratos de fornecimento para sete usinas já operacionais, totalizando 2,2 GW. 

Entre projetos termelétricos, também foram vitoriosos a Âmbar Energia, da J&F, a turca KPS e Paulínia Verde, da Orizon. 

A Copel obteve contratos para as expansões das hidrelétricas Foz do Areia e Segredo, totalizando 2 GW. 

A AXIA Energia viabilizou um projeto de colocar uma turbina adicional na hidrelétrica Luiz Gonzaga, com 246,6 MW, projetando investir R$ 1 bilhão.

A Engie e a chinesa SPIC também venceram com projetos hídricos.

A vitória da Eneva surpreendeu mesmo os investidores mais bullish com a tese. “Aparecerem com 1 GW que eu não esperava, mas ainda não consigo modelar porque não sei o capex nem a participação deles no projeto,” disse o analista de uma gestora comprada no papel.  “Teve um monte de surpresa positiva, e mesmo sem incluir o valor delas o papel continua barato.” 

A companhia fechou o dia valendo R$ 46,7 bilhões.

A empresa fará uma teleconferência com o mercado na quinta-feira às 14 horas.

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