Jensen Huang, CEO da Nvidia Getty Images Não deixe seu celular ligado se estiver em uma reunião com Jensen Huang. Nem mesmo se estiver em uma coletiva com Jensen Huang, CEO da Nvidia Getty Images Não deixe seu celular ligado se estiver em uma reunião com Jensen Huang. Nem mesmo se estiver em uma coletiva com

“Não seja demitido, não fique entediado e não morra”: as três regras fundamentais da vida, segundo Jensen Huang

2026/03/18 17:00
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Jensen Huang, CEO da Nvidia — Foto: Getty Images Jensen Huang, CEO da Nvidia — Foto: Getty Images

Não deixe seu celular ligado se estiver em uma reunião com Jensen Huang. Nem mesmo se estiver em uma coletiva com o CEO da Nvidia. “É uma coisa que me irrita muito. Se quiser falar comigo, coloque o aparelho no mundo e mantenha o silêncio.” Essa foi a primeira coisa que os jornalistas reunidos em um salão do San Jose Convention Center descobriram sobre o empresário nesta terça-feira, segundo dia do evento anual da companhia. A segunda coisa? Ele adota a regra dos três “Don’ts”: "Don't get fired, don't get bored and don't die" (em tradução livre, “Não seja demitido, não fique entediado e não morra”). O mantra vale tanto para pessoas quanto para empresas, que não devem ser demitidas pelos clientes, não podem jamais estacionar e nem deixar de ser relevantes.

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Momentos casuais à parte, Huang levou muito a sério a tarefa de confrontar cerca de 350 profissionais de comunicação na coletiva de uma hora e meia que concedeu durante o GTC 2026. Falou sobre suas recentes investidas no mercado de inferência ---- a aceleração de respostas dos modelos de linguagem na ponta, e não no seu treinamento em data centers ---- e na plataforma de agentes OpenClaw. Perguntado sobre a recusa da Anthropic em atender as demanas do Pentágono, falou sobre os limites da IA. Otimista, criticou as previsões que transformam a IA em algoz da humanidade e revelou sua visão para o futuro. Confira abaixo os principais tópicos discutidos.

O que a IA jamais deveria fazer

"A capacidade autônoma sempre terá um espectro de atuação. Os drones de hoje são autônomos em algum nível. Por isso, quanto ao espectro de atuação dessas tecnologias, precisamos ser um pouco mais ponderados e refletir: qual é, de fato, a funcionalidade que estamos buscando? Ora, a IA não deve infringir a lei. A IA não deve prometer entregar funcionalidades que, na verdade, não possui. Se a empresa diz que um carro funciona bem a 100 km por hora, ele não deve explodir quando chegar aos 80 km por hora. Essas são noções muito sensatas que a humanidade aprendeu e consolidou ao longo do tempo. E isso se aplica a todos os demais aspectos da questão. Acredito que devemos manter um aprendizado contínuo e demonstrar um pouco mais de humildade quanto ao que sabemos e ao que desconhecemos. Tentar aterrorizar a todos com uma versão de ficção científica da IA ​​me parece um tanto arrogante e de mau gosto. Alertar as pessoas é uma coisa; aterroriza-las é algo completamente diferente. Eu tenho minhas próprias opiniões. Mas, em última análise, precisamos que a IA realize grandes feitos em nosso benefício. Por exemplo, precisamos que ela atue no campo da cibersegurança. Queremos "glóbulos brancos" digitais, prontos para agir caso surja algum intruso. Qualquer outra maneira de pensar sobre a IA na segurança cibernética não faz sentido para mim. Eu preciso de agentes de IA ultra rápidos para me protegerem."

Atrasados para a inferência?

"Na keynote de abertura do evento, o CEO havia dito que havia decidido voltar sua atenção para a inferência em 2025, especialmente depois de conhecer o trabalho da Groc - com quem fez um acordo de US$ 20 bilhões em dezembro. Questionado sobre por que demorou tanto, ele retrucou imediatamente: “Eu sou o rei da inferência!” Antes de investir no Groc, disse, a empresa criou o Dynamo com o propósito de investir nesse campo, que estava em alta demanda entre as empresas. Durante suas pesquisas, a empresa chegou à conclusão de que era necessário ter grandes modelos de linguagem com baixa latência e alta velocidade. “A Groc conseguia cumprir duas dessas missões, mas não todas. “Mas, ao juntar a tecnologia deles com a da plataforma Vera Rubin, conseguimos fazer funcionar e criar esse novo segmento, onde podemos atender os clientes com um grande contexto, e ao mesmo tempo entrega de respostas rápidas.”

O que o NemoClaw resolve

O anúncio do NemoClaw, a ferramenta que vai conferir segurança à plataforma de agentes OpenClaw, também provocou furor no keynote. Na coletiva, foi perguntado que tipo de problema Jensen acha que as duas ferramentas, juntas, serão capazes de resolver. “Um problema que eu gostaria muito que ele ajudasse a resolver seria tornar possível lançar carros autônomos sem que antes eles precisassem rodar bilhões de quilômetros [para aprender os caminhos]. Hoje temos a plataforma Alpamayo, que trabalha para que os carros raciocinem em tempo real, sem precisar aprender o trajeto antes. Precisamos de mais sistemas de raciocínio desse tipo, capazes de ajudar a robótica, a biotecnologia, com proteínas capazes de pensar. E o OpenClaw representa um ponto de inflexão da IA ​​pós-raciocínio, porque todos vão poder ter agentes trabalhando ao seu lado. Seus problemas eram a segurança, a governança e a privacidade, e isso nós resolvemos com o NemoClaw. Vamos continuar colaborando com eles. Nem imagino até onde podem chegar.

Robôs: o que falta solucionar

A lista de problemas dos robôs atuais é bastante extensa, mas são apenas problemas de engenharia. O simples fato de você conseguir vê-los caminhando e realizando tarefas por aí já é incrível. Os desafios estão em dois sistemas. O primeiro é relacionado ao modelo visão, linguagem, ação, quer dizer, tem a ver com a animação e a articulação do robô. Tenho certeza de que daqui a três anos, teremos robôs extremamente competentes em relação a isso. Ao mesmo tempo, estamos resolvendo também a questão da IA ​​cognitiva. Para mim, é óbvio que um OpenClaw estará rodando dentro de um robô em pouco tempo, fazendo com que o seu nível cogntivo suba muito. Então tudo isso está sendo solucionado agora, em tempo real.

Desemprego ou mais trabalho?

A Nvidia está se movendo mais rápido do que nunca, mas isso acontece porque utilizamos cada vez mais a IA; consequentemente, o trabalho é realizado com maior agilidade. Mas mesmo assim estou cada vez mais ocupado. E a razão para isso é que o fluxo de trabalho remoto está retornando para mim com uma velocidade muito maior. Além disso, o número de projetos está crescendo em um ritmo muito mais acelerado. Acredito que essa seja a experiência de todos. Muitas pessoas dizem que a IA vai tirar nossos empregos, mas vai acontecer exatamente o oposto. Os computadores pessoais nos deixaram mais ocupados. A internet nos deixou mais ocupados. Os dispositivos móveis nos deixaram extremamente ocupados. A IA fará com que as tarefas sejam concluídas com uma rapidez incrível. Portanto, minha percepção é que a IA nos permitirá realizar tarefas com tamanha velocidade que acabaremos produzindo ainda mais.

Visão de futuro

Daqui a dez anos, teremos 75 mil funcionários, que estarão trabalhando com 7,5 milhões de agentes. E vamos solucionar alguns problemas verdadeiramente incríveis. Quer dizer, há dez anos, ninguém imaginava que já teríamos resolvido a questão dos robôs e dos carros autônomos, coisas praticamente já resolvidas. Estamos encarando a descoberta de novos medicamentos como se fosse um problema de engenharia e as pessoas já falam em prolongar a vida humana. Ou seja, tudo isso é, neste exato momento, algo completamente plausível. Há dez anos, ninguém sequer imaginaria que isso seria possível em apenas uma década. Daqui a uma década, as distâncias se encurtarão. Tudo se tornará mais leve graças à robótica. As tarefas serão executadas com maior rapidez. A quantidade de energia que consumimos para realizar qualquer atividade será reduzida de forma drástica. Todos nós nos sentiremos sobre-humanos. E teremos muitos outros problemas para resolver. Problemas que, simplesmente, ainda não imaginamos. Disso, tenho certeza absoluta. E sinto uma ponta de inveja de todos aqueles que estarão presentes daqui a 10, ou a 40 anos.

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