A Sabesp (SBSP3) reportou um lucro líquido ajustado de R$ 1,9 bilhão no quarto trimestre de 2025, estável em relação ao mesmo período de 2024. Os dados foram divulgados após o fechamento desta segunda-feira (16).
Segundo Daniel Szlak, diretor financeiro da companhia, o resultado foi influenciado pela retirada de descontos concedidos a grandes clientes e pela expansão da base de consumidores com o avanço da universalização dos serviços.
O Ebitda ajustado (lucro antes de juros, impostos, depreciação e amortização) somou R$ 3,4 bilhões, alta de 13% na comparação anual. O avanço foi impulsionado pela redução de cerca de 10% nos custos e pelo aumento de 3% no volume faturado.
A receita líquida ajustada atingiu R$ 5,7 bilhões, crescimento de 2,1% no período. Parte do crescimento da receita foi compensada pelo aumento de clientes com tarifas subsidiadas. Atualmente, cerca de 20% dos consumidores residenciais estão nessa categoria, quase o dobro do registrado um ano antes.
Também foram reportados ganhos de eficiência operacional, com redução de despesas gerais e administrativas e otimização de custos de energia, incluindo migração para o mercado livre.
Em 2025, o lucro líquido ajustado da Sabesp cresceu 22,1% em relação a 2024, alcançando R$ 6,3 bilhões. O Ebitda totalizou R$ 13,2 bilhões em 12 meses, alta de 16,6%, enquanto a receita líquida ajustada avançou 2,2%, para R$ 22,2 bilhões.
O desempenho foi impulsionado pela ampliação da base de clientes e aumento do consumo per capita.
Segundo a companhia, a redução de custos de 13% no ano contribuiu para a melhora do resultado, mesmo em um ambiente de juros mais elevados.
O Citi avaliou que os resultados do quarto trimestre foram positivos na comparação anual, apesar de pequenas diferenças em relação às projeções. O banco mantém recomendação de compra para a companhia, com preço-alvo de R$ 140,82.
A receita líquida ajustada ficou ligeiramente abaixo da expectativa do banco, enquanto o lucro superou as estimativas. A alavancagem avançou para 2,2 vezes o Ebitda, com 86,5% da dívida exposta ao CDI.
As despesas operacionais vieram acima do previsto, mas caíram cerca de 10% na comparação anual, refletindo reduções em gastos com pessoal e suprimentos. As despesas gerais recuaram 35%, e o número de funcionários diminuiu 17%, para 8.717 colaboradores.
Os analistas destacaram o avanço na universalização. Até fevereiro de 2026, a Sabesp havia realizado mais de 723 mil novas ligações de água, o equivalente a 84% da meta para o período de 2024 a 2026. As ligações de esgoto atingiram 74% da meta.
O conselho de administração aprovou o pagamento de juros sobre capital próprio (JCP) no valor total de R$ 583,6 milhões, equivalente a R$ 0,83 por ação. Terão direito aos proventos os acionistas com posição no dia 19, com os papéis sendo negociados “ex-proventos” a partir do dia 20.
Também foi aprovado aumento de capital de R$ 169,2 milhões, com emissão de 19,9 milhões de novas ações ordinárias. Os papéis serão distribuídos na proporção de 0,028 nova ação por ação existente, com preço de emissão de aproximadamente R$ 149,34, baseado na média ponderada das cotações dos últimos 30 pregões.
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