A AIE (Agência Internacional de Energia) anunciou nesta 4ª feira (11.mar.2026) a liberação de 400 milhões de barris de petróleo das reservas emergenciais mantidas por seus 32 países-membros. A medida busca conter a alta nos preços globais provocada pela guerra no Oriente Médio. Trata-se da maior liberação de estoques já coordenada pela organização.
O recorde anterior havia sido registrado em 2022, quando foram liberados 182,7 milhões de barris depois da invasão da Ucrânia pela Rússia. A nova decisão veio em decorrência do bloqueio do estreito de Ormuz, rota estratégica por onde passa cerca de 20% do petróleo e do gás consumidos no mundo.
O estreito fica entre Irã, Omã e Emirados Árabes Unidos. Segundo a AIE, aproximadamente 20 milhões de barris de petróleo bruto e derivados transitaram diariamente pelo local em 2025. A produção global de petróleo é estimada em cerca de 100 milhões de barris por dia.
De acordo com autoridades, Estados Unidos e Japão serão os principais responsáveis pela liberação das reservas. O governo japonês informou que pretende disponibilizar cerca de 80 milhões de barris de estoques públicos e privados. O Reino Unido anunciou contribuição de 13,5 milhões de barris.
Os países-membros da AIE mantêm mais de 1,2 bilhão de barris em reservas públicas emergenciais, além de cerca de 600 milhões de barris em estoques da indústria mantidos por exigência governamental. Analistas avaliam que, além do volume total, o ritmo de liberação dos barris será determinante para reduzir o impacto da interrupção no fornecimento global.
O Brasil não é membro da AIE, mas pleiteia entrar no grupo. Chile, Colômbia, Israel e Costa Rica também buscam adesão.


