Investigação sobre morte de Gisele Alves Santana passa a tramitar em unidade especializada em crimes dolosos contra a vidaInvestigação sobre morte de Gisele Alves Santana passa a tramitar em unidade especializada em crimes dolosos contra a vida

Justiça envia caso de PM baleada na cabeça para vara de feminicídio

2026/03/12 02:06
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O TJSP (Tribunal de Justiça de São Paulo) distribuiu o inquérito sobre a morte da policial militar Gisele Alves Santana para a Vara do Júri da Capital, unidade especializada em julgamento de crimes dolosos contra a vida, como homicídio, feminicídio e induzimento ao suicídio, entre outros. Inicialmente, o caso havia sido reportado como suicídio.

Gisele foi encontrada com um tiro na cabeça, em 18 de fevereiro, no apartamento em que morava com o marido, o tenente-coronel Geraldo Leite Rosa Neto. Ele estava no local, chamou socorro e reportou o caso às autoridades como suicídio.

Segundo a SSP (Secretaria da Segurança Pública de São Paulo), a investigação apura o crime como morte suspeita, e a tipificação pode ser revista a qualquer momento, sem prejuízo ao inquérito.

“A Polícia Civil já colheu depoimentos e aguarda laudos complementares para subsidiar as investigações. O caso é rigorosamente apurado, sob sigilo, com acompanhamento da Corregedoria da Polícia Militar”, disse a SSP, em nota atualizada nesta 4ª feira (11.mar.2026).

Laudo necroscópico

Laudo necroscópico realizado pelo IML (Instituto Médico Legal) após exumação do corpo da policial militar Gisele Alves Santana apontou lesões contundentes na face e na região cervical.

Tais lesões são resultado de pressão digital e escoriação compatível com estigma ungueal, ou seja, causado por unha. O laudo tem data do último sábado (7.mar), um dia depois da exumação do corpo da vítima.

No 1º laudo necroscópico, do dia 19 de fevereiro, dia seguinte à morte de Gisele, já havia menção a lesões na face e no pescoço na lateral direita.


Com informações da Agência Brasil.

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