Ataques foram registrados a 93 km de Dubai e a 20 km de Omã; uma embarcação foi incendiada e tripulação evacuou o navioAtaques foram registrados a 93 km de Dubai e a 20 km de Omã; uma embarcação foi incendiada e tripulação evacuou o navio

Projéteis atingem 2 navios britânicos perto do Estreito de Ormuz

2026/03/11 19:59
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Dois navios mercantes britânicos foram atingidos por projéteis nesta 4ª feira (11.mar.2026) em áreas próximas ao Estreito de Ormuz, uma das rotas marítimas mais estratégicas do mundo para o comércio de energia. Os incidentes foram relatados pela UKMTO (United Kingdom Maritime Trade Operations), que monitora a segurança da navegação na região.

O 1º ataque foi registrado a cerca de 50 milhas náuticas a noroeste de Dubai, nos Emirados Árabes Unidos —aproximadamente 93 km. Segundo o alerta divulgado pela UKMTO, o comandante de um navio cargueiro informou que a embarcação foi atingida por um projétil de origem desconhecida. O relatório afirma que não há indícios de impacto ambiental e que todos os integrantes da tripulação estão seguros. As autoridades iniciaram uma investigação e recomendaram cautela aos navios que transitam pela região.

Horas depois, a agência britânica recebeu outro comunicado relatando um ataque a um 2º navio mercante no Estreito de Ormuz, a cerca de 11 milhas náuticas ao norte de Omã (aproximadamente 20 km). Nesse caso, o projétil provocou um incêndio a bordo. A embarcação solicitou assistência e a tripulação iniciou a evacuação. Posteriormente, uma atualização do relatório informou que o fogo foi controlado, sem registro de impacto ambiental. Uma equipe reduzida permaneceu no navio enquanto o caso segue sob investigação.

O Estreito de Ormuz é considerado um dos principais gargalos do transporte marítimo mundial. A passagem liga o Golfo Pérsico ao oceano Índico e costuma registrar a circulação de cerca de 100 embarcações por dia, incluindo navios petroleiros e cargueiros. A instabilidade na área aumentou depois da escalada militar envolvendo Estados Unidos, Israel e Irã.

ESCALADA NA TENSÃO

O ataque dos EUA ao Irã foi realizado depois de semanas de tensão entre os 2 países. Em 19 de fevereiro, Trump afirmou que, em até 10 dias, saberia se deveria dar “um passo adiante” em relação a um ataque contra o país persa.

Depois, o republicano declarou que todos, incluindo o chefe do Estado-Maior Conjunto das Forças Armadas, Dan Caine, consideram que uma eventual guerra contra o Irã resultaria em uma “vitória fácil” dos norte-americanos.

No discurso do Estado da União, na 3ª feira (24.fev), Trump disse que os EUA ainda não tinham ouvido o Irã pronunciar “aquelas palavras mágicas: ‘nunca teremos uma arma nuclear’”. No pronunciamento, o presidente norte-americano afirmou que o regime persa “já desenvolveu mísseis que podem ameaçar a Europa e as nossas bases no exterior, e está trabalhando para construir mísseis que, em breve, chegarão aos EUA”.

As declarações de Trump foram feitas enquanto o país realizava conversas diplomáticas com o Irã, que não resultaram em acordo.

Uma autoridade sênior do Irã disse à Reuters que o país estaria disposto a fazer concessões aos EUA se os norte-americanos reconhecessem o seu direito de enriquecer urânio para fins pacíficos e suspendessem as sanções econômicas.


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