O presidente dos Estados Unidos, Donald Trump (Partido Republicano), afirmou na 2ª feira (9.mar.2026) que Cuba enfrenta “sérios problemas” humanitários e que o Departamento de Estado continua atento à situação no país.
Segundo o republicano, os planos da Casa Branca podem ou não incluir “uma tomada de controle amigável” da ilha caribenha, cujo governo teria interesse em um acordo. As informações são da agência de notícias Reuters.
Trump disse que o secretário de Estado, Marco Rubio “está lidando [com a questão] e pode ser uma tomada de controle amigável, pode não ser uma tomada de controle amigável. Na verdade, isso não faria muita diferença, porque eles estão reduzidos à… como se diz, à fumaça. Eles não têm energia, não têm dinheiro”, disse o presidente norte-americano a jornalistas em Doral (Flórida).
Rubio, descendente de imigrantes cubanos, tornou-se porta-voz de exilados que vivem principalmente em Miami e que se opõem ao governo cubano.
Ainda segundo a Reuters, o governo de Cuba disse que não está envolvido em negociações oficiais de alto nível com os EUA, embora não tenha negado as informações divulgadas pela imprensa de que autoridades norte-americanas estariam em diálogo informal com Raúl Guillermo Rodríguez Castro, neto do ex-presidente Raúl Castro.
Cuba enfrenta uma crise energética desde janeiro, quando forças norte-americanas capturaram o então presidente venezuelano Nicolás Maduro (PSUV, esquerda).
Desde a data, as exportações de combustível de Caracas para Havana foram interrompidas, isolando Cuba de sua principal fonte de petróleo e levando o país a enfrentar escassez de energia, alimentos e remédios. A crise resultou em longos apagões e dificuldades no sistema de saúde.
Em 8 de fevereiro, o México, governado por Claudia Sheinbaum (Morena, esquerda), forneceu ajuda humanitária à ilha.
Na semana passada, o presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) disse que Cuba não passa fome por incapacidade produtiva, mas por uma decisão política de outros países.
A fala foi feita na cerimônia de abertura da 39ª Conferência Regional da FAO (Organização das Nações Unidas para a Alimentação e a Agricultura), no Palácio do Itamaraty, em Brasília. O discurso de Lula foi feito no momento em que o governo brasileiro preparava o envio concreto de assistência à ilha.


