O Ibovespa, principal índice da Bolsa brasileira, fechou esta segunda-feira (9) em alta de 0,86%, aos 180.915,36 pontos, após um dia marcado por volatilidade.
A alta foi sustentada pela declaração do presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, que afirmou em entrevista à rede CBS que o conflito com o Irã estaria próximo de uma conclusão. A fala provocou reação imediata e reverteu os sinais no mercado.
Apesar da recuperação no fechamento, o índice ainda acumula queda de 4,17% em março. Em 2026, a alta foi reduzida para 12,28%.
Os preços do petróleo começaram a se afastar das máximas após notícias de que países do G7 discutem liberar parte de suas reservas estratégicas para compensar possíveis perdas de oferta.
Também houve relatos de que a Arábia Saudita estaria ampliando a oferta de petróleo no mercado à vista, o que ajudou a reduzir parte da pressão sobre os preços.
Mesmo assim, durante a sessão, os contratos chegaram a atingir US$ 119 por barril, maior nível desde junho de 2022. O movimento ocorreu após países do Golfo reduzirem a produção devido ao fechamento do Estreito de Ormuz, rota estratégica para o transporte de petróleo.
No fechamento, o contrato do WTI para abril negociado em Nova York avançou 4,3%, a US$ 94,77 por barril, enquanto o Brent para maio, negociado em Londres, subiu 6,8%, a US$ 98,96.
A alta do petróleo beneficiou principalmente as ações da Petrobras, que chegaram a liderar os ganhos entre as empresas de maior peso no índice. No fechamento, os papéis avançaram 2,12% (ON) e 2,49% (PN).
Outros ativos relevantes do índice também terminaram em alta, como Vale, que avançou 0,51%. No setor financeiro, o Itaú fechou o dia com ganho de 0,54%.
Entre as maiores altas do dia ficaram Azzas (+5,38%), Eneva (+4,98%) e CPFL Energia (+3,73%). Já entre as quedas, ficaram MRV (-7,85%), Pão de Açúcar (-5,21%) e C&A (-3,81%).
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