O presidente dos Estados Unidos, Donald Trump (Partido Republicano), lançou neste sábado (7.mar.2026) a “Cúpula Escudo das Américas”. Segundo a Casa Branca, trata-se de um grupo de países que “trabalhará em conjunto para desenvolver estratégias que impeçam a interferência estrangeira em nosso hemisfério, atuação de gangues e cartéis criminosos e narcoterroristas, além da imigração ilegal e em massa”.
O chefe da Casa Branca discursou. Os secretários de Defesa e de Estado, Pete Hegseth e Marco Rubio, respectivamente, também falaram aos jornalistas. O evento reuniu majoritariamente líderes de direita. Todos os presentes governam países americanos alinhados aos EUA. Trump declarou que “o cerne do acordo é o compromisso de usar força militar letal para destruir os sinistros cartéis e as redes terroristas”. Também afirmou que os EUA estão ampliando sua capacidade militar.
“Estamos construindo algo chamado navio de guerra, como antigamente. São obras de arte. Lindas. Lindíssimas. Os grandes navios de guerra da década de 1940”, declarou. Segundo ele, os novos modelos são “100 vezes mais poderosos” que os da época da 2ª Guerra Mundial. “Não queremos usá-los. Mas, se os tivermos, ninguém vai querer brincar. Então, é bom tê-los”, afirmou.
O presidente também defendeu as ações militares recentes contra o programa nuclear iraniano. Segundo ele, o país estaria perto de desenvolver uma arma nuclear e só não teria conseguido graças à operação militar conjunta entre os norte-americanos e os israelenses realizada em junho de 2025.
“Eles estiveram muito perto de uma arma nuclear. Eles teriam uma se não tivéssemos realizado o ataque com o B-2 Midnight Hammer; eles a teriam 8 meses atrás”, declarou. O chefe da Casa Branca reforçou que o Irã “nunca” terá um arsenal atômico.
Trump comentou sobre a guerra com o Irã e disse que pretende limitar o número de mortes de militares norte-americanos no conflito. Ele afirmou que viajará à Base Aérea de Dover para receber os corpos de soldados mortos.
“É uma situação muito triste receber as famílias dos heróis que estão voltando do Irã, voltando de uma maneira diferente da que imaginavam. Mas eles são grandes heróis em nosso país”, disse.
O evento reuniu somente líderes de países latino-americanos alinhados à política externa de Trump. O presidente do Brasil, Luiz Inácio Lula da Silva (PT), não foi convidado. Ao todo, 10 dos 12 líderes são categorizados no espectro da direita, restando apenas Kamla Persad-Bissessar (Trinidad e Tobago) e Irfaan Ali (Guiana). A 1ª é lida como uma chefe de governo de esquerda, e o 2º, de centro.
Os líderes haviam marcado uma reunião para o mês de março em Washington (EUA). À época, Lula disse considerar importante que os chefes de Estado do Brasil e dos Estados Unidos se encontrem pessoalmente para discutir a relação bilateral. Afirmou que os 2 países são “as principais democracias do Ocidente”.
Trump já havia demonstrado interesse em fortalecer suas alianças na região. Apoiou o governo de Javier Milei durante as eleições de meio de mandato na Argentina, em outubro de 2025, e formalizou um swap cambial de US$ 20 bilhões –mecanismo de troca de moedas entre bancos centrais usado para reforçar reservas e estabilizar o sistema financeiro– para apoiar a economia do país.
O republicano também já elogiou por vezes a forma como Nayib Bukele, presidente de El Salvador, lida com imigração e segurança pública.
Eis a lista das autoridades que participaram do evento:



Jessie Buckley durante o Globo de Ouro, em janeiro de 2026 Rich Polk/2026GG/Penske Media via Getty Images Se Jessie Buckley não ganhar o Oscar de melhor at