A fabricante italiana de pneus Pirelli cancelou os testes para a Fórmula 1 depois que a IRGC (Guarda Revolucionária Islâmica, na sigla em inglês) disparou mísseis contra alvos militares dos Estados Unidos no Bahrein e em outros países do Oriente Médio. Uma das instalações atingidas fica a cerca 32 km do Circuito do Bahrein e a cerca de 11 km do aeroporto internacional do país.
Segundo o The Race, o porta-voz da empresa afirmou que os testes foram cancelados por motivos de segurança, “em decorrência da evolução da situação internacional”. A companhia informou ainda que seus funcionários estão em segurança em Manama, capital do Bahrein.
A Pirelli declarou que trabalha para garantir o retorno dos colaboradores “o mais rapidamente possível” à Itália e ao Reino Unido. A empresa havia programado testes de pneus de chuva para sábado (28.fev.2026) e domingo (1º.mar.2026), no Bahrein, antes da abertura da temporada da Fórmula 1, em Melbourne, na Austrália.
De acordo com o The Athletic, a Fórmula 1 informou que monitora de perto o conflito no Oriente Médio depois de o Irã lançar uma série de ataques com mísseis e drones contra bases militares dos Estados Unidos em países que sediam etapas da categoria, como Bahrein, Arábia Saudita, Qatar e Emirados Árabes Unidos. Em nota, a F1 declarou que mantém contato constante com autoridades locais e organizadores das provas e que “acompanha de perto qualquer situação como essa, trabalhando em estreita colaboração com as autoridades relevantes”.
A categoria ressaltou que as próximas 3 corridas do calendário, Austrália (de 6 a 8 de março), China (de 13 a 15 de março) e Japão (de 27 a 29 de março) estão mantidas. O GP do Bahrein, que está marcado para 10 a 12 de abril, seguido pelo GP da Arábia Saudita, de 17 a 19 de abril, serão reavaliados posteriormente.
O ataque dos EUA ao Irã foi realizado depois de semanas de tensão entre os 2 países. Em 19 de fevereiro, Trump afirmou que, em até 10 dias, saberia se deveria dar “um passo adiante” em relação a um ataque contra o país persa.
Depois, o republicano declarou que todos, incluindo o chefe do Estado-Maior Conjunto das Forças Armadas, Dan Caine, consideram que uma eventual guerra contra o Irã resultaria em uma “vitória fácil” dos norte-americanos.
No discurso do Estado da União, na 3ª feira (24.fev), Trump disse que os EUA ainda não tinham ouvido o Irã pronunciar “aquelas palavras mágicas: ‘nunca teremos uma arma nuclear’”. No pronunciamento, o presidente norte-americano afirmou que o regime persa “já desenvolveu mísseis que podem ameaçar a Europa e as nossas bases no exterior, e está trabalhando para construir mísseis que, em breve, chegarão aos EUA”.
As declarações de Trump foram feitas enquanto o país realizava conversas diplomáticas com o Irã, que não resultaram em acordo.
Uma autoridade sênior do Irã disse à Reuters que o país estaria disposto a fazer concessões aos EUA se os norte-americanos reconhecessem o seu direito de enriquecer urânio para fins pacíficos e suspendessem as sanções econômicas.
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