O presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) afirmou nesta 2ª feira (9.fev.2026) que o Brasil rejeita a lógica do unilateralismo nas relações internacionais e não busca supremacia sobre outros países.
“O unilateralismo imposto pela teoria do que é o mais forte pode tudo quanto mais claro, a nós não me interessa. Eu não quero ter supremacia sobre o Uruguai. Eu não quero ter supremacia sobre a Bolívia. Mas também não quero ser melhor que os Estados Unidos ou que a China”, afirmou durante discurso no Instituto Butantan.
Segundo Lula, o Brasil não deve se alinhar automaticamente a disputas entre grandes potências e deve tomar decisões com base em seus próprios interesses. “Eu não estou escolhendo entre China e Estados Unidos, eu estou escolhendo aquilo que é melhor para o nosso país”, afirmou.
A defesa do multilateralismo é um eixo recorrente da política externa de Lula desde o início do atual mandato. O presidente tem repetido esse posicionamento em discursos na ONU, encontros multilaterais e eventos internacionais, nos quais critica o avanço do unilateralismo e defende a cooperação entre Estados como resposta a crises globais.
No discurso no Butantan, Lula voltou a associar o multilateralismo à estabilidade internacional construída no pós-Segunda Guerra Mundial. “Nós temos que provar no debate político que foi o multilateralismo depois da Segunda Guerra Mundial que criou uma harmonia entre os estados e que permitiu que a gente vivesse em paz até agora, pelo menos numa parte do mundo”, disse.
Ele também citou a cooperação internacional na área da saúde como exemplo prático dessa estratégia. “E se a China aceita fazer uma parceria conosco na produção de vacina, e vai produzir a quantidade que ainda a gente não tem condições de produzir, por que não fazer um convênio com a China e produzir vacina para a gente atender a quem precisa de uma vacina?”, afirmou.
Nesta 2ª feira (9.fev), o governo assinou o investimento de R$ 1,4 bilhão para ampliar e modernizar a produção de vacinas e soros no Instituto Butantan. Da verba, R$ 1 bilhão é um aporte do Novo PAC (Programa de Aceleração do Crescimento) e R$ 400 milhões são do Instituto Butantan.
A verba será destinada para:
Segundo o ministro da Saúde, Alexandre Padilha, o investimento coloca o instituto “entre os maiores complexos de inovação e tecnologia industrial do mundo”.
O evento também marca o início da vacinação em profissionais da saúde contra a dengue com a vacina desenvolvida pelo instituto –a Butantan-DV. Segundo o Ministério da Saúde, 3,9 milhões de doses do imunizante foram adquiridas para a 1ª fase da campanha. Há a previsão de distribuição da vacina em todas as regiões do Brasil.
Eis as autoridades presentes:


