Se você viajar para o interior do Brasil, vai notar um padrão: a Honda NXR Bros está em todo lugar. Ela não é a moto mais tecnológica nem a mais potente, mas conquistou a confiança de quem enfrenta lama e buracos diariamente por ser uma ferramenta de trabalho que aguenta o tranco onde outras pedem arrego.
A resposta está na robustez mecânica aliada à simplicidade. Em regiões onde o asfalto é luxo, ter uma moto cheia de sensores eletrônicos sensíveis pode ser um problema. A Bros entrega o oposto: um conjunto mecânico que qualquer oficina de vilarejo sabe consertar com peças que chegam rápido.
Além disso, o chassi de berço semiduplo transmite uma sensação de solidez que falta nas concorrentes urbanas. Ela foi projetada pensando que vai carregar peso, subir ladeira de cascalho e atravessar atoleiros, e não apenas para desfilar em avenidas lisas.
Trail da Honda atualizada atende pedidos dos donos e mantém liderança absoluta Honda NXR 160 Bros Créditos: Honda/Divulgação
Faz, e muita. O curso longo da suspensão (180 mm na frente) é o grande trunfo contra a buraqueira. Diferente das motos street (como a CG), a NXR Bros dificilmente dá “fim de curso”, aquela batida seca quando você passa rápido por um buraco fundo.
A roda dianteira aro 19 ajuda a transpor obstáculos com mais facilidade e estabilidade do que as rodas aro 17 ou 18 comuns. Isso garante que o piloto chegue ao destino menos cansado, pois a moto absorve a maior parte dos impactos que iriam direto para a coluna vertebral.
Sim, o motor 160cc FlexOne é famoso pela eficiência. Mesmo exigindo mais do acelerador em terrenos pesados, a média de consumo costuma ficar na casa dos 35 a 40 km/l com gasolina. Com o tanque de 12 litros, isso oferece uma autonomia segura para quem roda longe dos postos de combustível.
Outro ponto forte é o torque em baixas rotações. Você não precisa “esgoelar” o motor para a moto sair do lugar na subida, o que poupa combustível e diminui o desgaste das peças internas a longo prazo.
Essa é a dúvida clássica. A Yamaha Crosser oferece mais tecnologia (como suspensão traseira com link e ABS de série na frente), mas a Bros ganha no “chão batido” do mercado. Veja o comparativo prático:
| Quesito | Honda NXR Bros 160 | Yamaha Crosser 150 |
|---|---|---|
| Manutenção | Peças em qualquer lugar | Rede menor no interior |
| Revenda | Liquidez imediata (cheque) | Desvaloriza um pouco mais |
| Suspensão | Robusta e simples | Mais macia (Link) |
Para quem vive na cidade grande, a Crosser pode ser mais confortável. Mas para o uso severo no interior, a facilidade de revenda e a capilaridade de peças da Honda pesam muito na decisão de compra.
Nova Bros apresentando um diferencial inesperado dentro das motos da mesma categoria Honda NXR 160 Bros Créditos: Honda/Divulgação
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Apesar da fama de tanque de guerra, a Bros não é indestrutível. O banco original é alvo frequente de críticas por ser um pouco duro para viagens longas, cansando o piloto após algumas horas.
O preço também é um ponto sensível. Por ser muito procurada, ela costuma ser vendida com ágio nas concessionárias e o valor do seguro é alto nas capitais devido ao índice de roubos. No entanto, quem compra foca no valor de revenda garantido, tratando a moto quase como um investimento.
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