O ministro dos Transportes, Renan Filho (MDB), disse que o presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) precisa “construir uma frente mais ampla do que o PT” para “ocupar o máximo possível do centro político”. Em entrevista ao jornal O Globo publicada neste domingo (8.fev.2026), afirmou que seu partido pode ajudar nesse sentido, mas que o apoio à reeleição ainda depende de negociações.
“O MDB é muito importante para ampliar, do ponto de vista administrativo e ideológico, a candidatura do presidente Lula. Precisa construir uma frente mais ampla do que o PT e do que o próprio presidente Lula, a fim de ocupar o máximo possível do centro político, isolando o bolsonarismo na extrema-direita. A divisão da direita e a retirada da candidatura do Tarcísio ocorrem nessa direção”, disse.
Renan Filho afirmou ainda que o partido deve discutir sua participação na chapa de Lula em uma possível indicação de um nome para o cargo de vice. Disse que vai participar das negociações de uma eventual troca de Geraldo Alckmin (PSB), mas que é pré-candidato ao governo de Alagoas. “O presidente está verificando qual é a melhor aliança que amplia a possibilidade de reeleição”, declarou.
Também defendeu que a ministra do Planejamento, Simone Tebet (MDB), tenha apoio do partido para se candidatar. “O MDB deveria dar a chapa a ela. Partido político que não utiliza os seus melhores nomes na eleição por interesses de terceiros não tem como ir para frente. Se não der a vaga, ela vai ser convidada, como já tem sido, por outras agremiações”, disse.
Renan minimizou a influência do caso do Banco Master na campanha presidencial e o encontro fora da agenda de Lula com o fundador do banco, Daniel Vorcaro. Mas afirmou que assunto será tema das eleições. Segundo ele, “são muito claras as ligações do Master com a oposição”.
“O governo não tem relação com esse caso. O presidente Lula recebeu o Vorcaro como recebeu outros representantes de instituições financeiras do Brasil. São muito claras as ligações do Master com a oposição. Vai ser tema de eleição e é importante, porque talvez tenha sido o maior desfalque do sistema financeiro nacional. As investigações estão sendo feitas neste governo”, declarou.


