Plataforma estava suspensa desde fevereiro de 2025; advogado da empresa diz desconhecer qualquer decisão formal que tenha permitido o retornoPlataforma estava suspensa desde fevereiro de 2025; advogado da empresa diz desconhecer qualquer decisão formal que tenha permitido o retorno

Rumble volta a funcionar no Brasil sem autorização do STF

2026/02/06 11:44
Leu 3 min

A plataforma Rumble voltou a funcionar no Brasil nesta 5ª feira (5.fev.2026), mesmo sem receber autorização oficial do STF (Supremo Tribunal Federal). O serviço de compartilhamento de vídeos estava com acesso proibido no país desde fevereiro de 2025, quando o ministro Alexandre de Moraes determinou sua suspensão por descumprimento de ordens judiciais.

O advogado que representa a Rumble nos Estados Unidos, Martin De Luca, afirmou em seu perfil oficial no X desconhecer qualquer decisão formal que tenha permitido o retorno do site no território brasileiro. A empresa também não recebeu comunicação sobre possível suspensão das multas diárias impostas pela Corte.

O acesso à plataforma foi restabelecido sem anúncio prévio ou explicação por parte das autoridades brasileiras. O Poder360 procurou o STF e a Anatel (Agência Nacional de Telecomunicações) para esclarecimentos, mas não obteve resposta até a publicação desta matéria.

Para que o Rumble voltasse a operar no país, Moraes estabeleceu 3 condições: cumprimento integral das ordens judiciais, pagamento das multas acumuladas e indicação de um representante legal no Brasil. Não há confirmação se essas exigências foram cumpridas.

De Luca declarou: “Esperamos que qualquer mudança em curso seja confirmada pelos canais legais apropriados. Nosso foco permanece em garantir uma resolução duradoura, consistente com a liberdade de expressão e o Estado de Direito”.

MORAES DERRUBA RUMBLE

Na decisão de quase 1 ano atrás, Moraes determinou a suspensão da plataforma de vídeos depois de a empresa se recusar a remover o perfil do jornalista Allan dos Santos e bloquear os repasses financeiros que ele recebia através da plataforma.

O STF também havia intimado o Rumble a indicar um representante legal no Brasil, exigência que não foi atendida pela empresa. Chris Pavlovski, CEO da plataforma, respondeu publicamente no X com uma mensagem direcionada ao ministro: “Oi, Alexandre. A Rumble não cumprirá suas ordens ilegais. Em vez disso, nos veremos no tribunal. Atenciosamente, Chris Pavlovski”.

Foi nesse mesmo dia que o ministro Alexandre de Moraes desativou sua própria conta no X.

O Rumble é um serviço de compartilhamento de vídeos que se apresenta como alternativa ao YouTube. A plataforma foi fundada em 2013 pelo empresário canadense Chris Pavlovski e ganhou destaque a partir de 2020, durante as eleições presidenciais nos Estados Unidos.

Com sede em Toronto, o Rumble está listado na bolsa de valores Nasdaq desde 2021. A empresa recebeu investimento de US$ 500 milhões da Narya Capital, fundada por J.D. Vance, atual vice-presidente dos Estados Unidos.

Na época, a plataforma afirmava ter mais de 70 milhões de usuários ativos mensalmente. O Rumble adotava então uma política editorial mais permissiva, sem utilizar algoritmos para filtrar conteúdos, removendo apenas materiais considerados ilegais ou que violem direitos autorais. Não se sabe se houve alterações nas políticas em questão.

A Rumble e Trump Media & Technology Group processaram o ministro em fevereiro de 2025, mas a ação está parada desde agosto. Moraes foi notificado por meio do STJ (Superior Tribunal de Justiça). A PGR (Procuradoria Geral da República) já emitiu parecer pela rejeição da notificação. As defesas alegam suposta censura e violação à soberania dos Estados Unidos.

Na 2ª feira (2.fev), ambas as empresas protocolaram, na Justiça da Flórida (EUA), um pedido para que Moraes seja notificado via e-mail.

A petição requer que o ministro seja notificado por meio de seu e-mail institucional do STF, o mesmo endereço utilizado por Moraes para notificar a plataforma Rumble a remover conteúdos de seus usuários.

Isenção de responsabilidade: Os artigos republicados neste site são provenientes de plataformas públicas e são fornecidos apenas para fins informativos. Eles não refletem necessariamente a opinião da MEXC. Todos os direitos permanecem com os autores originais. Se você acredita que algum conteúdo infringe direitos de terceiros, entre em contato pelo e-mail service@support.mexc.com para solicitar a remoção. A MEXC não oferece garantias quanto à precisão, integridade ou atualidade das informações e não se responsabiliza por quaisquer ações tomadas com base no conteúdo fornecido. O conteúdo não constitui aconselhamento financeiro, jurídico ou profissional, nem deve ser considerado uma recomendação ou endosso por parte da MEXC.