O Ibovespa, principal índice da Bolsa brasileira, fechou esta sexta-feira (30) em queda de 0,97%, aos 181.363,90 pontos, acentuando o movimento de correção no fim de janeiro, após uma sequência de recordes.
Mesmo com quedas nas duas últimas sessões do mês, o índice encerrou janeiro com alta acumulada de 12,56%, resultado que representa o melhor desempenho mensal desde novembro de 2020, quando o índice subiu 15,90%.
Pedro Moreira, sócio da ONE Investimentos, destaca que, apesar dos riscos globais, o Ibovespa foi um dos principais destaques de valorização em janeiro, ao lado da Bolsa de Seul. Ele observa que o fluxo estrangeiro no mês se aproximou do volume total registrado em todo o ano anterior na B3.
Segundo o gestor, a criação de 26 milhões de cotas do EWZ, principal ETF de ações brasileiras negociado em Nova York, reflete o interesse do investidor estrangeiro em alocação em renda variável no Brasil.
As ações da Vale pesaram fortemente no índice, com recuo de 3,54%. Apesar de operar por boa parte da sessão no negativo, acompanhando o movimento dos preços do petróleo, as ações da Petrobras (ON +0,22% e PN +0,16%) subiram levemente após reverter as perdas.
Em fala ao Broadcast, Bruna Centeno, economista e advisor da Blue3 Investimentos, afirmou que Vale e Petrobras tiveram peso relevante na sessão. Mesmo assim, o índice conseguiu se manter acima dos 180 mil pontos, sustentados pelo fluxo externo.
No setor bancário, as perdas variaram de 0,54% no Bradesco (ON) a 1,71% no Santander (Unit).
Entre as maiores altas do dia destacaram-se Vivara (+3,11%), Yduqs (+2,44%) e Pão de Açúcar (+1,86%). Já entre as quedas, ficaram Usiminas (-4,98%), CSN (-4,28%) e CSN Mineração (-3,92%).
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