Os criminosos utilizam o nome da Caixa Econômica Federal para aplicar o golpe do boleto falso, uma das fraudes mais perigosas atualmente no Brasil. Por meio da identidade visual do banco, os estelionatários enviam cobranças convincentes de financiamentos, empréstimos ou cartões. Assim, eles induzem o cliente ao erro e desviam o dinheiro para contas de “laranjas”.
A estratégia principal foca no uso de dados reais, que os bandidos geralmente obtêm em vazamentos na internet. O cliente recebe um e-mail ou mensagem de WhatsApp com um boleto que apresenta seu nome completo, CPF e até o valor exato de uma parcela real. Além disso, os criminosos usam o senso de urgência como arma, alegando que o documento oferece um “desconto exclusivo” ou evita o bloqueio imediato da conta.
No momento em que a vítima paga o documento, o dinheiro não chega à Caixa, mas sim ao beneficiário oculto no código de barras. Muitas vezes, a tela de confirmação do aplicativo exibe um nome sutilmente diferente ou um CPF de pessoa física. Portanto, o consumidor deve encarar essa divergência como o primeiro sinal de alerta antes de finalizar a transação.
Na lista abaixo, veja os sinais de que o boleto da Caixa pode ser falso:
Armadilha digital recente engana milhares e continua fazendo novas vítimas – Créditos: depositphotos.com / michaeljung
A maneira mais segura de evitar o prejuízo consiste em ignorar boletos enviados por canais não oficiais. O cliente deve priorizar a emissão da fatura diretamente pelo aplicativo Habitação Caixa, pelo Internet Banking ou pelo app Cartões Caixa. Dessa maneira, você garante a procedência do documento e a segurança da operação.
A seguir, veja os dados da tabela para identificar um boleto legítimo:
| Elemento do Boleto | O que observar | Padrão Real da Caixa |
| Código do Banco | Três primeiros dígitos da linha | 104 |
| Agência/Código | Campo do beneficiário | Deve bater com o seu contrato |
| Beneficiário Final | Tela de confirmação do app | Caixa Econômica Federal |
| CNPJ | Dados da empresa emissora | 00.360.305/0001-04 |
Caso você tenha realizado o pagamento recentemente, a rapidez define o sucesso da recuperação. O consumidor deve entrar em contato imediato com o seu próprio banco para solicitar o MED (Mecanismo Especial de Devolução) se usou o Pix. Se usou o boleto tradicional, deve pedir o bloqueio do repasse junto à instituição financeira antes que o dinheiro saia do sistema.
Dessa maneira, as chances de reaver o valor aumentam consideravelmente. Além disso, você deve registrar um Boletim de Ocorrência eletrônico e reportar o crime nos canais de denúncia da Caixa. Visto que o registro ajuda as autoridades a mapearem as contas dos criminosos, essa atitude contribui para o bloqueio de novas fraudes contra outras pessoas.
Homem com vários boletos e um notebook
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A desconfiança deve nortear todas as suas transações digitais. Visto que a Caixa não utiliza o WhatsApp para enviar boletos de forma espontânea, ignore mensagens de números sem o selo azul de verificação. Outra medida eficaz envolve ativar as notificações de movimentação no aplicativo do banco para identificar qualquer saída indevida em tempo real.
Consequentemente, manter-se informado sobre as táticas de engenharia social representa sua melhor defesa. O resultado de uma postura vigilante preserva o seu patrimônio e garante que seus pagamentos cheguem ao destino correto, mantendo seus financiamentos em dia e sua consciência tranquila.
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