Os fundadores do Brex Pedro Frateschi (à esqueda) e Henrique Dubugrass — Foto: Divulgação
A Capital One Financial concordou em comprar a Brex, empresa de tecnologia financeira fundada pelos brasileiros Pedro Franceschi e Henrique Dubugras nos Estados Unidos, por US$ 5,15 bilhões em dinheiro e em ações.
A fintech foi fundada em 2017 no Vale do Silício, nos Estados Unidos, e fornece cartões corporativos e soluções financeiras para startups e empresas em crescimento. Mas a parceria de Franceschi, 28 anos, e Dubugras, 29 anos, vem antes da Brex.
Franceschi, que atua como CEO da startup, é natural do Rio de Janeiro e foi a primeira pessoa a desbloquear o iPhone 3G no Brasil aos 13 anos, segundo seu perfil no site da fintech. Ele e Dubugras se conheceram nas redes sociais e fundaram, em São Paulo, a empresa de pagamentos Pagar.me em 2013, que chegou a mais de 100 funcionários e US$ 1,5 bilhão em transações processadas. Em 2016, a Pagar.me foi adquirida pela Stone, fintech brasileira de meios de pagamento.
Após a venda, Franceschi e Dubugras ingressaram na Universidade de Stanford, nos Estados Unidos. Um ano depois, eles largaram a universidade e fundaram a Brex, após perceber a dificuldade que startups em estágio inicial enfrentavam para obter cartões corporativos.
Henrique Dubugras é nascido em São Paulo e começou a programar ainda pequeno. Ele ocupa o posto de presidente do Conselho de Administração da Brex e chegou a dividir o papel de CEO com Franceschi até anunciarem, em 2024, a divisão.
Dubugras chamou a atenção em 2023 por alugar instalações no arquipélago de Fernando de Noronha para seu casamento. O jovem bilionário fechou pontos turísticos por cerca de 10 dias para fazer uma das maiores celebrações já realizadas na ilha.
Laura Fiuza e Henrique Dubugras se casaram em Fernando de Noronha — Foto: Reprodução/Instagram
Estimativas dão conta de que mais de R$ 10 milhões foram gastos na cerimônia para 400 pessoas, que aconteceu em 7 de outubro no Forte de Nossa Senhora dos Remédios. Eles também reservaram pousadas luxuosas para seus convidados.
Dubugras passou a trabalhar em uma fintech em stealth, ou seja, em sigilo e ainda sem detalhes públicos.
"Depois da Brex, decidi que não queria abrir outra empresa. Mas encontrei minha vocação. Estou começando outra empresa fintech que pode mudar o mundo. Eu não estava pensando em criar outra startup, mas essa era impossível não conseguir. A oportunidade é grande demais. Mas o problema é muito complexo tecnicamente, operacionalmente, regulatório e financeiro. Então, estou procurando um CTO fundador que tenha interesse em participar dessa aventura comigo. Vai ser difícil, vai demorar, mas vai valer a pena", disse ele em um post no LinkedIn.
Franceschi e Henrique Dubugras entraram para a lista de bilionários da Forbes em 2022, com fortuna estimada na época de US$ 1,5 bilhão, quando a Brex chegou a ser avaliado em mais de US$ 12 bilhões. Eles não estão mais na lista global, mas continuam no ranking nacional. Na divulgação mais recente, do ano passado, eles figuravam na 121º posição da lista de bilionários brasileiros, com patrimônio líquido estimado em R$ 3,3 bilhões.


