A União Europeia avalia impor tarifas de cerca de R$ 580 bilhões (o equivalente a 93 bilhões de euros) aos Estados Unidos em resposta ao anúncio do presidente norte-americano, Donald Trump (Partido Republicano), de taxas adicionais de 10% a 8 países que integram a Otan (Organização do Atlântico Norte). A estratégia do republicano é pressionar economicamente o bloco europeu para viabilizar a compra pelos EUA da Groenlândia.
Outra opção avaliada pelos europeus é o instrumento de anti-coerção, ou seja, restringir o acesso de empresas norte-americanas ao mercado do bloco . As informações são do jornal Financial Times. Representantes dos 27 países que integram a União Europeia estão reunidos no Chipre neste domingo (18.jan.2026) para discutir reações às ofensivas de Trump.
Segundo o jornal, a estratégia europeia estava pronta desde 2025 e foi retomada durante o encontro. As medidas também buscam aumentar o poder de negociação dos líderes europeus em encontros decisivos com Trump durante o Fórum Econômico Mundial, em Davos, que começa na 2ª feira (19.jan).
As tarifas anunciadas no sábado (17.jan) pelo republicano serão aplicadas a todas as mercadorias vindas da Dinamarca, Noruega, Suécia, França, Alemanha, Reino Unido, Holanda e Finlândia. Entra em vigor em 1º de fevereiro e pode subir para 25% caso nenhuma solução seja alcançada até 1º de junho.
Lideranças da Europa reagiram ao anúncio no sábado (17.jan). Representantes da Inglaterra, Suécia e Dinamarca se manifestaram. O presidente do Conselho Europeu, António Costa, disse que coordena “uma resposta conjunta”. E a Groenlândia agradeceu neste domingo (18.jan) ao apoio dos países europeus.
A presidente da Comissão Europeia, Ursula von der Leyen, afirmou neste domingo (18.jan) que se encontrou com os líderes da França, Reino Unido, Alemanha e Itália, além do secretário-geral da Otan, Mark Rutte, e que vão “defender a soberania da Groenlândia”.
“Juntos reafirmamos nosso compromisso de defender a soberania da Groenlândia e do Reino da Dinamarca. Sempre protegeremos nossos interesses estratégicos econômicos e de segurança. Enfrentaremos esses desafios à nossa solidariedade europeia com firmeza e determinação”, escreveu.


