Argentino planeja viagem em 2026 e tem feito elogios ao país após dizer, antes de ser eleito, que não faria "acordo com comunistas"Argentino planeja viagem em 2026 e tem feito elogios ao país após dizer, antes de ser eleito, que não faria "acordo com comunistas"

Sem confirmar visita, China diz estar aberta a receber Milei

2026/01/14 18:21

A porta-voz do Ministério das Relações Exteriores da China, Mao Ning, disse nesta 4ª feira (14.jan.2026) que não tem informações sobre uma visita do presidente da Argentina, Javier Milei (La Libertad Avanza, direita) ao país.

Apesar de não confirmar a ida do líder argentino, a porta-voz do governo chinês disse que a China tem interesse em receber Milei. Declarou que a Argentina é um país muito importante para a China e que aprofundar as relações diplomáticas seria benéfico para ambas as partes.

“A China atribui grande importância ao desenvolvimento das relações com a Argentina e está disposta a fortalecer os intercâmbios em todos os níveis com o lado argentino, aprofundar a confiança política mútua e promover a cooperação prática para trazer benefícios aos povos de ambos os países”, disse Mao Ning.

No sábado (10.jan), Milei declarou em entrevista à CNN que planejava uma visita à China para este ano. Na mesma entrevista, disse que o país asiático é um “grande sócio comercial”.

Foi a 2ª vez que Milei falou sobre as relações comerciais da Argentina com a China em uma semana. Em 7 de janeiro, o líder argentino havia afirmado que valoriza as parcerias com os chineses, mesmo estando “profundamente alinhado geopoliticamente” com os Estados Unidos.

Caso a ida à China se concretize, será a 1ª vez de Milei em solo chinês. O líder argentino já se encontrou com o presidente da China, Xi Jinping (Partido Comunista da China), durante a cúpula do G20 no Rio de Janeiro, em 2024.

Eleito em 2023, Milei já declarou em outras oportunidades que planejava uma ida à China, o que nunca se concretizou até o momento.

CRÍTICAS À CHINA

Antes de ser eleito, Milei disse em 2021 que não negociaria com a China se fosse presidente da Argentina. Na ocasião, afirmou que um rompimento com o gigante asiático “não causaria uma tragédia macroeconômica”

Também em 2022, declarou ao jornal La Nación que não fazia “acordo com comunistas”. Desde que se tornou presidente, no entanto, vem suavizando o tom das declarações sobre Pequim.

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