O Departamento do Tesouro dos Estados Unidos registrou um deficit de US$ 602 bilhões no 4º trimestre de 2025, uma redução de US$ 109 bilhões ou 15% em comparação ao mesmo período do ano anterior.
O aumento na arrecadação verificado se deveu principalmente ao tarifaço imposto pelo presidente Donald Trump (Partido Republicano) e à cobrança de impostos atrasados pelos incêndios florestais da Califórnia.
As receitas para o período totalizaram US$ 1,225 trilhão, um aumento de US$ 142 bilhões ou 13% em relação a 2024, estabelecendo um recorde para o período. Eis a íntegra do relatório mensal do Tesouro, em inglês (PDF – 3 MB).
O relatório também indicou, segundo a Reuters, que o crescimento da receita proveniente das tarifas pode ter atingido um platô. Isso porque as receitas alfandegárias líquidas de dezembro totalizaram US$ 27,9 bilhões, abaixo da faixa de US$ 30 bilhões dos meses recentes –muito acima, no entanto, dos US$ 6,8 bilhões registrados em dezembro de 2024.
Os dados foram divulgados na 3ª feira (13.jan.2026) por meio do Relatório Mensal do Tesouro. Somente em dezembro, o governo norte-americano adicionou US$ 145 bilhões ao valor total do deficit, um aumento de 67% ou US$ 58 bilhões em relação ao mesmo mês do ano anterior, devido a despesas inflacionadas recordes por mudanças no calendário de pagamentos de benefícios.
Os valores apresentados mostram que o país continua mantendo alto nível de endividamento para financiar suas operações governamentais. As projeções apontam que os EUA devem alcançar um deficit próximo a US$ 2 trilhões até o final do atual ano fiscal.
O documento não especifica quais setores do governo contribuíram mais para o deficit atual, nem detalha medidas para reduzir o endividamento nos próximos meses. No entanto, o relatório mostrou que os gastos militares em dezembro atingiram US$ 98 bilhões, um aumento de US$ 20 bilhões ou 25% em relação ao ano anterior, devido em parte à retomada de pagamentos atrasados pela paralisação do governo em outubro, segundo um funcionário do Tesouro afirmou à Reuters.
As despesas para os primeiros 3 meses do ano fiscal 2026 também foram recordes, alcançando US$ 1,827 trilhão, um aumento de US$ 33 bilhões ou 2% em relação ao mesmo período do ano anterior.
“O Tesouro hoje confirmou que os empréstimos permanecem muito altos em 2026. Estamos tomando emprestados US$ 602 bilhões já neste ano fiscal, com US$ 145 bilhões adicionados apenas em dezembro. Ainda estamos a caminho de um deficit de quase US$ 2 trilhões este ano”, disse Maya MacGuineas, presidente do CRFB (Comitê para um Orçamento Federal Responsável).

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