Após disparada no último ano, ainda vale a pena investir em Aura Minerals (AURA33)?
A Aura Minerals (AURA33) foi um dos destaques positivos da bolsa no último ano. Em 12 meses, os BDRs da companhia na bolsa brasileira acumulam uma alta superior a 300%. Com a variação expressiva, a pergunta que fica é: o rali já precificou tudo ou ainda há espaço para ganhos?
Em um relatório divulgado na última segunda-feira (12), o Santander reiterou a recomendação outperform para os papéis da companhia, equivalente à compra. A casa projeta um preço-alvo de R$ 140 para os BDRs da Aura, que atualmente operam na casa dos R$ 101.
A nova recomendação da instituição financeira foi emitida após a divulgação dos dados preliminares de produção da companhia no quarto trimestre de 2025, que vieram em linha com as estimativas do mercado.
Além do bom desempenho operacional, a instituição trouxe outro destaque positivo da empresa: a entrada antecipada da produção da Mineração Serra Grande (MSG) ainda em dezembro de 2025, que deve impactar positivamente os indicadores financeiros da companhia.
“Esperamos uma reação positiva do mercado a esses resultados de produção”, destacou o Santander.
Ao todo, a companhia produziu 82 mil onças equivalente de ouro (GEO) no quarto trimestre, sendo 5 mil GEO provenientes da MSG. Sem esse efeito, a produção teria sido de 77 mil GEO, praticamente dentro do esperado.
No acumulado de 2025, a produção somou 280 mil GEO, permanecendo dentro do guidance divulgado pela empresa, que variava entre 266 mil e 300 mil GEO. Para o banco, o cumprimento das metas reforça a previsibilidade operacional da Aura, mesmo em um cenário de maior volatilidade nos preços das commodities.
Entre os ativos, o desempenho foi heterogêneo. Borborema foi o principal destaque positivo, com produção acima das projeções. Almas apresentou avanço trimestral, apoiado por maior volume de minério processado e melhora operacional, enquanto Minosa superou as estimativas apesar dos impactos da estação chuvosa e das obras de expansão.
Por outro lado, Aranzazu ficou abaixo do esperado, pressionada por menores teores de cobre, prata e ouro, além de efeitos de conversão para GEO, e Apoena registrou leve queda trimestral.
Segundo o banco, a combinação entre execução operacional sólida, preços do ouro acima do esperado e a contribuição antecipada da MSG abre espaço para revisões positivas nas estimativas de resultados da Aura (AURA33).

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