Por mais de 30 anos, o Metrocard levou novaiorquinos do Bronx ao Harlem, de Queens a Staten Island – sem falar nos turistas que usam o cartão para se deslocar ePor mais de 30 anos, o Metrocard levou novaiorquinos do Bronx ao Harlem, de Queens a Staten Island – sem falar nos turistas que usam o cartão para se deslocar e

Um ícone de Nova York encara sua última catraca

2026/01/03 06:14

Por mais de 30 anos, o Metrocard levou novaiorquinos do Bronx ao Harlem, de Queens a Staten Island – sem falar nos turistas que usam o cartão para se deslocar em Manhattan. 

Agora, depois de 3,2 bilhões de cartões emitidos, o Metrocard deixará de ser vendido, marcando o fim de um símbolo da mobilidade pública e de um ícone cultural da cidade. 

No lugar do antigo cartão magnético amarelo e azul, o metrô de Nova York agora vai priorizar o sistema tap to pay diretamente com o cartão de crédito ou smartphones, uma medida que unificará os métodos de pagamento dos transportes públicos da cidade.

A Metropolitan Transportation Authority (MTA) ainda vai anunciar uma data em que os Metrocards deixarão de ser aceitos.

O fim do cartão já era esperado, dado que cerca de 94% de todos os pagamentos no metrô de Nova York já são feitos via tap to pay, que começou a ser instalado em 2019 e um ano depois já estava presente em todas as estações da cidade.

Ainda assim, o fim do cartão provocou reações na cidade. Enquanto alguns abominavam a anacrônica tarja magnética – que às vezes forçava os passageiros a passá-la na catraca diversas vezes – outros viam no cartão um amigo para todas as horas.

Numa “cerimônia póstuma” no último dia de 2025, no Washington Square Park, fãs do Metrocard soltaram cinzas azuis no ar, acompanhadas de um bolo decorado com um glacê amarelo da mesma cor do cartão e uma moldura com a foto do “falecido”.

A Prefeitura de Nova York aproveitou o fim do ícone da cidade para prestar homenagens próprias, firmando parcerias com marcas de pizza, cookies e bubble tea, que desenvolveram edições especiais das comidas com as cores do cartão.

O fim do Metrocard também provocou um fenômeno nas redes sociais, com um desafio para utilizar o cartão em todos os modais de transporte disponíveis antes da virada do ano.

A MTA também organizou exposições sobre a história do cartão, que surgiu em 1994 para substituir as fichas de metal que eram utilizadas desde 1953 e que não haviam sido trocadas tão rapidamente pelos novaiorquinos.

Dois anos após seu lançamento, apenas 8% dos usuários de transporte público de Nova York usavam o Metrocard – que se tornou o método de pagamento mais usado na cidade na virada do milênio.

Entre as diversas exposições sobre o Metrocard nas estações da cidade, uma deu sobrevida a uma figura esquecida: o Caardvark, criado em 1994 como o mascote do Metrocard.

O nome do bichinho faz uma brincadeira com o nome em inglês do Porco-formigueiro (Aardvark). Porém, a ilustração tinha um design tão estranho – ele usa uma armadura azul e amarela com um leitor do cartão no braço – que nunca foi usada em campanha ou peça publicitária (uma lição de que nem todo produto precisa de um mascote).

As exposições sobre a história do cartão também ajudam a lembrar do impacto cultural do cartão na cidade, com edições especiais de times de baseball e grandes artistas. 

Em 2000, a série final do campeonato de baseball dos EUA foi entre os dois times de Nova York, os Yankees e os Mets, nos jogos que ficaram conhecidos como “the Subway Series”. Em homenagem à decisão, o Metrocard lançou uma edição comemorativa que abriu caminho para outros cartões especiais.

Desde então, David Bowie, Olivia Rodrigo, Wu-Tang Clan, Notorious BIG e LL Cool J também ganharam uma edição especial própria do cartão, assim como os programas de TV Seinfeld e Law & Order.

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