A primeira-ministra italiana Giorgia Meloni disse que a Europa deve estar pronta para aliviar as sanções ao Irão se este mostrar vontade de negociar. (EPA Images pic)
ROMA: Os aliados europeus da Ucrânia devem nomear um único representante para as negociações com a Rússia com vista a pôr fim à guerra, disse hoje a primeira-ministra italiana Giorgia Meloni aos deputados, afirmando que grupos mais pequenos de nações não podem representar todo o bloco.
No domingo, os líderes da Grã-Bretanha, França e Alemanha – que encabeçam uma aliança de segurança informal denominada E3 – reuniram-se com o presidente ucraniano Volodymyr Zelenskiy e disseram que apoiavam a proposta de Kiev para negociações com a Rússia com vista a garantir um cessar-fogo.
Meloni, uma firme apoiante da Ucrânia, disse que a Europa precisava de "interagir" com Moscovo para pôr fim ao conflito, mas que nenhum grupo restrito tinha "legitimidade para falar" por todos.
"Há muito que defendo a necessidade de identificar uma figura de autoridade, Parte confiada com a confiança e o mandato de todos os Estados-membros (da UE) para representar a Europa", disse ela ao parlamento, antes de uma cimeira da UE e de uma reunião dos líderes das grandes democracias do Grupo dos Sete (G7) na próxima semana.
Acrescentou que os esforços para construir a paz na Ucrânia exigiam também uma maior coordenação entre a Europa e os EUA, afirmando que este era "um desafio nem sempre fácil, mas necessário".
As declarações de Meloni fizeram eco das do primeiro-ministro polaco Donald Tusk, que esta semana lamentou a ausência do seu país nas conversações com Zelenskiy em Londres e disse que em breve teria lugar outra reunião sobre a Ucrânia, envolvendo também Varsóvia e Roma.
No seu discurso, Meloni abordou também a guerra entre os EUA e o Irão, com as tensões em curso no Estreito de Ormuz a fazer subir os preços da energia e a pesar sobre a economia mundial.
Disse que a Europa deve estar pronta para aliviar as sanções ao Irão se este mostrar vontade de negociar.
"Se, pelo contrário, Teerão continuar pelo caminho errado, ameaçando a liberdade de navegação, levando a cabo ataques, apoiando milícias e violando obrigações internacionais, então a UE deve estar pronta para aumentar a pressão, incluindo através de novas medidas direcionadas", afirmou.

